“Qual é meu mundo?” Foi o lema do Dia do Envio 2017 da FASFI celebrado sábado passado 20 de maio, em Madrid, onde nos encontramos a Comissão de Voluntariado, acompanhantes e as voluntárias que irão no próximo verão à República Dominicana e à Bolívia. O dia começou com uma pequena dinâmica de apresentação na qual dialogamos sobre o que gostamos do nosso mundo, o que é imprescindível nele e ainda não conseguimos perceber; e, depois de um oração preparada por María Jesús Navarro FI, tivemos a palestra de Álvaro Galera, de Entreculturas e Coordenador de “experiências Sul na Companhia”. Álvaro, a partir de sua experiência, falou-nos para dar rosto à dor, à pobreza, e o quanto teremos que aprender com aquelas pessoas, com os demais, com outras maneiras de viver, com outras culturas. Aconselhou-nos a não nos deixarmos levar por preconceitos nem por paternalismos. Estando conscientes de que não iremos mudar o mundo estando lá durante um mês, nos animou para que o voluntariado internacional nos convide a perguntar o porquê de tantas injustiças sociais, que causas há atrás delas, e ao regressar, pois se trata de uma experiência que nos afetará fortemente por dentro, nos ajude a viver mais coerentes em nosso modo e estilo de vida, porque fazemos parte dos 20% corresponsáveis por este sistema injusto, e ao mesmo tempo dele beneficiários.
Após um intervalo Almudena e Esther Alegre falaram sobre as consequências do voluntariado, e com uma dinâmica nos ajudaram a recordar e esquecer alguns aspectos.
Recordaram que o Voluntariado deve ser um estilo de vida, não apenas um mês em determinado ano, pois as injustiças estão no nosso dia a dia e não paramos para pensar o que podemos fazer. 
Para elas o voluntariado supõe amor incondicional e metamorfose pessoal, porque não voltaremos a ser as mesmas pessoas de antes, e como indicava Álvaro em sua palestra, tomamos um trem do qual não poderemos descer, interdependência e bidirecionalidade, sempre na horizontalidade, respeito, transformação social, inteligência ética, interculturalidade e construção de vidas melhores.
À tarde Marta Martín apresentou os lugares para onde irão os e as voluntárias no próximo verão. Como novidade neste ano, em agosto dois irão ao Dispensário Madre Cândida, no bairro La Isla (Santo Domingo) e três irão à Escola Virgem do Carmo da Ciénaga de Guachupita, também em Santo Domingo. Os outros voluntários/as irão a Buen Retiro (Bolívia) e ao Vale de Elias Pinha (R. Dominicana). Em 2017 haverá um total de 27 voluntárias. Atualmente Raquel Zamora está na Bolívia e Bego Díaz na Venezuela. Ambas regressarão em junho.
Depois de resolver as dúvidas, Aurora González FI dirigiu a oração final do dia. Finalizamos o encontro com a entrega do carnê e um pequeno símbolo a cada voluntário/a deste ano, e com a leitura do “Prólogo ao Voluntariado” de Gloria Fuertes.

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