Vamos percorrendo um caminho significativo desde 19 de março, quando nossa S. Geral nos escreveu com o único objetivo de animar-nos a viver este tempo de preparação da próxima C.G. XVIII, convocada por ela no dia 2 de abril.

Durante todo este tempo tivemos nossos encontros comunitários, reflexões pessoais, retiros comunitários à luz do material simples e ao mesmo tempo provocativo, que está nos animando a adentrar-nos no processo.

As Irmãs Filhas de Jesus de Colombia partilhan conosco sua reflexão e caminho em direçao a formulação do Postulados para Congregação Geral

“CHAMADAS A EXPERIMENTAR DE NOVO QUE DEUS SACIA NOSSOS CORAÇÕES DE FILHAS DE JESUS E NOS PLENIFICA…”

Somos chamadas cada dia a nos apaixonar por Cristo, por seu Evangelho e pela humanidade. E se necessita um chamado muito pessoal para fazer este caminho espiritual com valentia, uma decisão constante para vivê-lo e segui-lo, e também o desejo renovado de assumir generosamente as consequências desta opção.

Nosso caminho nasce da experiência vivida por Cândida Maria de Jesus, da qual cada uma de nós, gratuitamente, participamos por puro dom.

“Ele é a pedra angular de nossa vida...” (Atos 4,11-12); “O desígnio do Pai é fazer de Jesus o coração do mundo” (Ef 1,3-10); “Não ardia nosso coração quando Ele falava no caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32); “Para que nele tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 11,25).

 

Retomamos na comunidade de Colômbia, no retiro deste mês de setembro, três palavras chaves: encanto, desencanto e reencanto. Não são palavras de livro, nem de dicionário. Não! São realidades e experiências de vida que vamos tendo por diversos fatores… e em distintos momentos de nossa existência, como pessoas e como Filhas de Jesus…

 

O encanto. Sem dúvida o vivenciamos particularmente no início de nossos processos de Filhas de Jesus. A ilusão estava à flor da pele... Desconhecíamos muitas cosas e esperávamos com grande confiança em tudo… Ao começar novas fases em nosso caminhar também experimentamos de novo o encanto. Talvez, com maior realismo…  Recordemos estas gratas experiências…

O desencanto. Também o palpamos… e, em alguns momentos, com maior força do que em outros. Há experiências que nos convidam a superar este desencanto… Hoje, por exemplo, a diminuição de forças, redução de número de pessoas, falta de vocações, crise sacerdotal, a problemática que estamos vivendo como Igreja instituição. Pessoas leigas dirigem palavras fortes às consagradas para não nos deixarmos invadir pelo desencanto.

 

Vivendo a vida religiosa hoje, estamos para andar pelos caminhos do reencantamento. O convite é claro e necessita que nossas vidas estejam intensamente apaixonadas por Cristo que “é o princípio e fundamento da história humana, o ponto no qual convergem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, o gozo apaixonado de todos os corações e a plenitude de todas as aspirações”.

Apesar do real desencanto que podemos ter como Vida Consagrada devemos também aceitar que ela está feita para encantar e apaixonar pela vida de fé e vida evangélica; que tem em si uma maravilhosa força profética, carismática, de radicalidade, de humanidade e de espiritualidade. E nos pede se manifestar de maneira nova na próxima Congregação Geral, com a colaboração de todas as irmãs, das pessoas leigas, e nossa abertura ao Espírito de Deus.

Expressamos de diferentes maneiras, em todos estes encontros, que queremos viver nosso ser de Filhas com força renovada, fortalecer o bom ser da Congregação potencializando a família Carismática Cândida María de Jesus na Igreja hoje, viver nossa Filiação e Cristocentrismo de modo que Cristo habite plenamente em nosso coração, em nossos lábios, e nós mesmas no coração de Jesus. Que o reconheçamos em todo rosto, especialmente no das pessoas mais débeis hoje… e o sirvamos nos que mais necessitam…

o que nos foi oferecido não são conteúdos frios de uns roteiros e fichas de trabalho bem estruturados. Foi-nos apresentada a vida consagrada, e em concreto nosso ser de Filhas de Jesus, como uma forma de vida que nos encanta. Trata-se de devolver este encanto; de reavivar a graça recebida. Para isso há ações para impulsionar, iniciar ou reforçar, e outras que teremos que deixar de fazer, debilitar ou suprimir…

Necessitamos de uma especial habilidade para deixar-nos estimular, despertar, provocar, evocar, propor e encantar... sobretudo com um caminho espiritual marcado pelo entusiasmo do carisma da M. Cândida em suas duas vocações… 

Comunidade de Colômbia

 

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